Especialidade

Cirurgia do ombro e cotovelo

Ombro e cotovelo participam de quase tudo o que fazemos — vestir-se, dirigir, trabalhar, treinar, dormir. Quando doem ou perdem movimento, a pergunta mais comum é: preciso operar? A resposta depende de uma avaliação cuidadosa, e não apenas de um exame de imagem.

Antes da decisão

Quando a cirurgia entra na conversa

Muitas condições do ombro e do cotovelo melhoram com tratamento conservador bem conduzido: orientação, reabilitação, ajuste de carga, medicamentos quando indicados e, em casos selecionados, procedimentos guiados por ultrassom.

A cirurgia passa a ser considerada quando há uma lesão estrutural com pouca chance de melhora sem reparo, quando o tratamento conservador adequado não trouxe o resultado esperado ou quando esperar pode comprometer a recuperação.

O objetivo não é evitar a cirurgia a qualquer custo, e sim evitar indicações automáticas — e operar no momento certo, quando há benefício esperado real.

Avaliação clínica do ombro

Condições

Condições mais frequentes

Ombro

  • Lesões do manguito rotador — de tendinopatias a rupturas parciais ou completas dos tendões que estabilizam e movimentam o ombro.
  • Instabilidade e luxação — episódios de “ombro que sai do lugar” ou sensação de insegurança em determinados movimentos.
  • Capsulite adesiva (ombro congelado) — dor e perda progressiva de movimento, geralmente tratada sem cirurgia.
  • Bursite e síndrome do impacto — dor ao elevar o braço, frequentemente associada a sobrecarga.
  • Artrose do ombro — desgaste da articulação, com tratamento definido conforme o grau e a limitação.
  • Fraturas e lesões traumáticas — como fraturas da clavícula e do úmero proximal.

Cotovelo

  • Epicondilite lateral e medial — dor na parte externa ou interna do cotovelo, ligada a sobrecarga de tendões.
  • Instabilidade do cotovelo — após luxações ou lesões ligamentares.
  • Fraturas e luxações — lesões traumáticas que podem exigir tratamento cirúrgico.
  • Rigidez e artrose — perda de movimento que interfere nas atividades do dia a dia.

Decisão compartilhada

Como a decisão é tomada

A escolha entre tratamento conservador e cirúrgico considera, em conjunto:

01

O tipo, o tamanho e o tempo de evolução da lesão

02

A intensidade da dor e o quanto ela limita sua rotina, seu trabalho ou seu esporte

03

Idade, nível de atividade e condições de saúde

04

A resposta a tratamentos já realizados

05

Os seus objetivos — de voltar a treinar a simplesmente dormir sem dor

→

As opções são explicadas com vantagens, limites e riscos, para uma decisão compartilhada.

Tratamento cirúrgico

Quando a cirurgia é indicada

Técnica

Sempre que possível, utilizam-se técnicas minimamente invasivas, como a artroscopia — cirurgia feita por pequenas incisões, com auxílio de uma câmera. Algumas situações, como determinadas fraturas e reconstruções, podem exigir cirurgia aberta. A técnica é definida caso a caso.

Reabilitação

A reabilitação faz parte do tratamento: o resultado depende também do acompanhamento pós-operatório, da fisioterapia e da progressão gradual das atividades. Os prazos de recuperação variam conforme o procedimento e cada paciente.

Dúvidas

Perguntas frequentes

Toda ruptura do manguito rotador precisa de cirurgia?

Não necessariamente. O tamanho da lesão, o tempo de evolução, a idade, o nível de atividade e a resposta a um período de tratamento conservador bem conduzido entram nessa decisão — não apenas o laudo de imagem.

Já tenho uma indicação cirúrgica. Faz sentido uma nova avaliação?

Sim. Uma segunda opinião ajuda a entender o diagnóstico, as alternativas e o momento adequado para cada decisão. Leve seus exames e relatórios à consulta.

O que levar na primeira consulta?

Exames de imagem (com laudos e, se possível, as imagens), relatórios de tratamentos anteriores e a lista de medicamentos em uso.

Pronto para entender todas as suas possibilidades?

Atendimento particular no Centro Ortopédico Beltronense (COB) · Rua São Paulo, 1455 · Francisco Beltrão, PR

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