Uma das causas mais comuns de dor no ombro a partir dos 40 anos. Nem toda lesão precisa de cirurgia — o tratamento depende do tipo de lesão, dos sintomas e dos seus objetivos.
Entenda
O manguito rotador é um conjunto de quatro músculos e seus tendões — supraespinal, infraespinal, redondo menor e subescapular — que envolvem a cabeça do úmero. Eles mantêm o ombro centrado na articulação e permitem elevar e girar o braço.
As lesões vão de uma tendinopatia (sofrimento do tendão por sobrecarga) a rupturas parciais ou completas. Podem surgir pelo desgaste natural ao longo dos anos ou após um trauma, como uma queda ou um esforço intenso.

Avaliação
O diagnóstico começa pela história e pelo exame físico, com testes específicos para cada tendão. O ultrassom e a ressonância magnética ajudam a definir o tipo, o tamanho e a qualidade da lesão.
O exame de imagem é sempre interpretado junto com os sintomas: rupturas podem existir sem causar dor, e dor pode ter outras origens. Por isso a decisão nunca se baseia apenas no laudo.
Tratamento
A indicação de cada tratamento depende da avaliação individual — as opções são explicadas com vantagens, limites e riscos, para uma decisão compartilhada.
Dúvidas
Não. O tamanho da lesão, o tempo de evolução, a idade, o nível de atividade e a resposta ao tratamento conservador entram na decisão. Muitas rupturas parciais — e algumas completas — são acompanhadas clinicamente.
Algumas rupturas podem progredir, principalmente as maiores e em pessoas mais jovens e ativas. Por isso o acompanhamento periódico faz parte do tratamento conservador.
Em geral, o braço fica protegido em tipoia nas primeiras semanas, seguido de reabilitação progressiva por alguns meses. Os prazos variam conforme a lesão e cada paciente.
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